Vista da Crónica de D. Afonso Henriques
A cidade quinhentista como palco das origens do reino
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AVista de Lisboa que abre a Crónica de D. Afonso Henriques, de Duarte Galvão, é uma iluminura atribuída a António de Holanda, conservada no Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais. Executada por volta de 1534, ilustra simbolicamente o cerco e a conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147, mas representa a cidade tal como estava no reinado de D. João III. Vista a partir do Tejo, Lisboa surge como uma capital ribeirinha, povoada por embarcações e marcada por vários edifícios e pelo casario compacto que se desenvolve ao longo da frente de água. O destaque dado ao Paço da Ribeira e ao terreiro que lhe ficava fronteiro traduz a centralidade da corte e do poder monárquico, enquanto o rio afirma a vocação marítima e comercial da cidade.